A história da fotografia

11-06-2012 15:31

A história da fotografia pode ser contada a partir das experiências executadas por químicos e alquimistas desde a mais remota antiguidade. Por volta de 350 a.C., aproximadamente na época em que viveu Aristóteles na Grécia antiga, já se conhecia o fenômeno da produção de imagens pela passagem da luz através de um pequeno orifício. Alhazen em torno do século X, descreveu um método de observação dos eclipses solares através da utilização de uma câmara escura. A câmara escura na época, consistia de um quarto com um pequeno orifício aberto para o exterior.

Em 1525 já se conhecia o escurecimento dos sais de prata, no ano de 1604 o físico-químico italiano Ângelo Sala estudou o escurecimento de alguns compostos de prata pela exposição à luz do Sol. Até então, se conhecia o processo de escurecimento e de formação da imagens efêmeras sobre uma película dos referidos sais, porém havia o problema da interrupção do processo. Em 1725, Johann Henrich Schulze, professor de medicina na Universidade de Aldorf, na Alemanha, conseguiu uma projeção e uma imagem com uma duração de tempo maior, porém não conseguiu detectar o porquê do aumento do tempo. Continuando suas experiências, Schulze colocou à exposição da luz do sol um frasco contendo nitrato de prata, examinando-o algum tempo depois, percebeu que a parte da solução atingida pela luz solar tornou-se de coloração violeta escura. Notou também, que o restante da mistura continuava com a cor esbranquiçada original. Sacudindo a garrafa, observou o desaparecimento do violeta. Continuando, colocou papel carbono no frasco e o expôs ao sol, depois de certo tempo, ao remover os carbonos, observou delineados pelos sedimentos escurecidos padrões esbranquiçados, que eram as silhuetas em negativo das tiras opacas do papel. Schulze estava em dúvida se a alteração era devida à luz do sol, ou ao calor. Para confirmar se era pelo calor, refez a mesma experiência dentro de um forno, percebendo que não houve alteração. Concluiu então, que era a presença da luz que provocava a mudança. Continuando suas experiências, acabou por constatar que a luz de seu quarto era suficientemente forte para escurecer as silhuetas no mesmo tom dos sedimentos que as delineavam. O químico sueco Carl Wilhelm Scheele, em 1777, também comprovou o enegrecimento dos sais devida à ação da luz.

Thomas Wedgwood realizou no início do século XIX experimentos semelhantes. Colocou expostos à luz do sol algumas folhas de árvores e asas de insetos sobre papel e couro branco sensibilizados com prata. Conseguiu silhuetas em negativo e tentou de diversas maneiras torná-las permanentes. Porém, não tinha como interromper o processo, e a luz continuava a enegrecer as imagens.

Schulze, Scheele, e Wedgewood descobriram o processo onde os átomos de prata possuem a propriedade de possibilitar a formação de compostos e cristais que reagem de forma delicada e controlável à energia das ondas de luz. Porém, o francês Joseph-Nicéphore Niépce o fisionotraço e a litografia. Em 1817, obteve imagens com cloreto de prata sobre papel. Em 1822, conseguiu fixar uma imagem pouco contrastada sobre uma placa metálica, utilizando nas partes claras betume-da-judéia, este fica insolúvel sob a ação da luz, e as sombras na base metálica. A primeira fotografia conseguida no mundo foi tirada no verão de 1826, da janela da casa de Niepce, encontra-se preservada até hoje. Esta descoberta se deu quando o francês pesquisava um método automático para copiar desenho e traço nas pedras de litografia. Ele sabia que alguns tipos de asfalto entre eles o betume da judéia endurecem quando expostos à luz. Para realizar seu experimento, dissolveu em óleo de lavanda o asfalto, cobrindo com esta mistura uma placa de peltre (liga de antimônio, estanho, cobre e chumbo). Colocou em cima da superfície preparada uma ilustração a traço banhada em óleo com a finalidade de ficar translúcida. Expôs ao sol este endureceu o asfalto em todas as áreas transparentes do desenho que permitiram à luz atingir a chapa, porém nas partes protegidas, o revestimento continuou solúvel. Niépce lavou a chapa com óleo de lavanda removendo o betume. Depois imergiu a chapa em ácido, este penetrou nas áreas em que o betume foi removido e as corroeu. Formando desta forma uma imagem que poderia ser usada para reprodução de outras cópias.

Niepce e Louis-Jacques Mandé Daguerre iniciaram suas pesquisas em 1829. Dez anos depois, foi lançado o processo chamado daguerreótipo.

Este consistia numa placa de de ouro e prateada, exposta em vapores de iodo, desta maneira, formava uma camada de iodeto de prata sobre si. Quando numa câmara escura e exposta à luz, a placa era revelada em vapor de mercúrio aquecido, este aderia onde havia a incidência da luz mostrando as imagens. Estas, eram fixadas por uma solução de tiossulfato de sódio. O daguerreótipo não permitia cópias, apesar disso, o sistema de Daguerre se difundiu. Inicialmente muito longos, os tempos de exposição encurtaram devido às pesquisas de Friedrich Voigtländer e John F. Goddard em 1840, estes criaram lentes com abertura maior e ressensibilizavam a placa com bromo.

William Henry Fox Talbot lançou, em 1841, o calótipo, processo mais eficiente de fixar imagens. O papel impregnado de iodeto de prata era exposto à luz numa câmara escura, a imagem era revelada com ácido gálico e fixada com tiossulfato de sódio. Resultando num negativo, que era impregnado de óleo até tornar-se transparente. O positivo se fazia por contato com papel sensibilizado, processo utilizado até os dias de hoje.

O calótipo foi a primeira fase na linha de desenvolvimento da fotografia moderna, o daguerreótipo conduziria à fotogravura, processo utilizado para reprodução de fotografias em revistas e jornais.

Frederick Scott Archer inventou em 1851 a emulsão de colódio úmida. Era uma solução de piroxilina em éter e álcool, adicionava um iodeto solúvel, com certa quantidade de brometo, e cobria uma placa de vidro com o preparado. Na câmara escura, o colódio iodizado, imerso em banho de prata, formava iodeto de prata com excesso de nitrato. Ainda úmida, a placa era exposta à luz na câmara, revelada por imersão em pirogalol com ácido acético e fixada com tiossulfato de sódio. Em 1864, o processo foi aperfeiçoado e passou-se a produzir uma emulsão seca de brometo de prata em colódio. Em 1871, Richard Leach Maddox fabricou as primeiras placas secas com gelatina em lugar de colódio. Em 1874, as emulsões passaram a ser lavadas em água corrente, para eliminar sais residuais e preservar as placas...

Os irmãos franceses Jean Niceforo e Claude Niepce são os primeiros a relacionar a imagem realizada com luz e uma câmera escura. Mas eles não foram os únicos investigadores desta atividade, em que pese que foram os únicos a chegar ao fim de esta prática.

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

FAQ´s

Que máquina comprar?

Depende das fotos que quer fazer. Uma pessoa que quer uma máquina de bolso para fotografar os passeios de Domingo com a família não quer, nem precisa, da mesma máquina que outra pessoa que quer aprender fotografia e que acha que pode vir a gostar mesmo de fotografia no futuro.

Fotos do passeio da família ao Domingo?
Nos tempos que correm, pode comprar uma máquina qualquer de marca respeitável que esta vai servir. Escolha uma ao seu gosto, esqueça o resto e divirta-se com a família.

Quer ou acha que pode vir a querer aprender fotografia?
Aqui, o caso é mais sério. Todas as máquina tem o modo automático, mas escolha sempre uma máquina que também tenha modos de Exposição e Focagem totalmente Manuais. Mais tarde vai precisar disso.
 

Que tipo de máquina digital escolho?

Existem 3 tipos de máquinas digitais para o consumidor comum.

UltraCompactas (Cabem no bolso)
As ultracompactas, cabem no bolso e servem para fotos normais. Não podem levar flash externo e o flash interno é fraco e pouco controlável. Em alta sensibilidade (ISO) existe maior ruído na imagem (grão colorido) devido ao reduzido tamanho do sensor.

Prosumers (parecidas com as DSLR mas sem objectivas intermutáveis)
Estas, chamadas "bridge" ou "ponte" são isso mesmo, um meio termo entre as compactas e as DSLR. O flash interno é mais potente e controlável e algumas até podem levar um flash externo. As objectivas são fixas ao corpo, mas geralmente tem um zoom que pode ir dos 28mm até aos 450mm. Podendo ainda usar lentes e outros acessórios. Estas máquinas são o meio termo, por isso a qualidade também é variável mas para utilizador comum esta maquina é a mais completa e a qualidade é mais que satisfatória.

DSLR (Todas as maquinas baseadas em sistema Reflex, com objectivas intermutáveis)
Este é um sistema mais avançado. A qualidade de imagem é bastante alta (depende da objectiva), é menos susceptível ao ruído em altas sensibilidades e podem ser usados muitos acessórios. É uma máquina mais cara e a qualidade da foto final depende das objectivas usadas (igualmente caras). É usada por profissionais e amadores exigentes.

O que preciso de saber para começar a fotografar?

 - Esteja atento ao seu redor, repare nos pormenores e nas diferenças;
- Tente sempre usar a Regra dos Terços;
- Não abuse do flash, sempre que possível use luz natural, ou use apenas flash de enchimento;
- Não dispare sobre tudo que mexe, pense antes de fotografar;
- Veja os Tutoriais do Fórum.

O que é o fromato RAW?

Raw, ou formato cru, é uma denominação genérica de formatos de arquivos de imagens digitais que contém a totalidade dos dados da imagem tal como captada pelo sensor da máquina. Tais formatos não podem ter aplicada a compressão com perda de informação, como ocorre com o popular JPEG.

Como o formato cru contém todos os dados da imagem captada pela máquina e uma maior profundidade de cor, em geral 30 ou 36 bites/píxels - os seus arquivos são muito grandes, salvo quando são comprimidos (sem perdas). É muitas vezes chamado de "negativo digital" pois é equivalente ao negativo na fotografia analógica: ou seja, o negativo não é usável como uma imagem, mas contem todas as informações necessárias para criar uma. O processo de converter uma imagem crua para um formato visível é muitas vezes chamado de revelação de imagem raw.

Como fazer o melhor enquadramento?

Há vários aspectos a ter em conta:

Qual o seu ponto de vista

Fazer uma fotografia é contar uma história, compor uma imagem fotográfica é decidir quais personagens e quais elementos entrarão nessa história. Assim, fotografar nunca é um acto neutro, o fotógrafo vai sempre eleger qual seu ponto de vista e buscar uma maneira clara de mostrá-lo.

Apresente um novo olhar sobre o já conhecido

Uma foto para ser boa além de conter uma história deve também despertar alguma sensação no observador que pode ser boa ou má/ruim. Para isso, desperte o interesse do observador apresentando um novo olhar sobre algo que já é conhecido. 

Elimine o que é desnecessário

Quando for fazer sua foto destaque o personagem do seu entorno. Elimine tudo o que não for necessário tanto retirando esses elementos do enquadre quanto destituindo-os de detalhes que possam roubar a atenção.

Crie hierarquias e diferentes planos

Toda história tem personagens principais e secundários. Faça o mesmo em suas fotos, crie uma hierarquia de leitura. Construa composições com diferentes planos: coisas que aparecem mais à frente e outras mais ao fundo; planos focados e desfocados; objetos iluminados e outros na sombra.

A importância da pós-produção

Todo tipo de alteração que fazemos na foto depois de tirada é chamado de pós-produção. O Photoshop é de longe o software mais utilizado graças a sua gama de recursos e ferramentas. A manipulação digital não serve só para corrigir defeitos ou melhorar uma foto que já é boa, ela também possibilita a transformação total da imagem.

Regra dos terços

Para conseguir boas composições é: não centralize! Desloque seu objeto de interesse para um dos cantos da imagem. Divida a imagem em três partes iguais tanto na vertical quanto na horizontal. Procure colocar os objetos principais da sua foto em uma dessas linhas ou na intersecção delas.

Enquadramento e recorte da imagem

Aprenda a cortar a imagem nos locais certos para valorizar a composição de não causar efeitos desagradáveis.